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O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição
que lhe confere o inciso III do art. 209 do Regimento Interno da Secretaria
da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF nº 259, de 24 de agosto
de 2001, e tendo em vista o disposto no art. 64 da Lei nº 9.430, de 27
de dezembro de 1996, e arts. 30, 31, 32, 34 a 36, da Lei nº 10.833, de
29 de dezembro de 2003, resolve:
Art. 1º Os pagamentos efetuados
pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela
prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança,
vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de
serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e
riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração
de serviços profissionais, estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep.
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se inclusive aos pagamentos efetuados
por:
I - associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações,
centrais sindicais e serviços sociais autônomos;
II - sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas;
III - fundações de direito privado; ou
IV - condomínios de edifícios.
§ 2º Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as
pessoas jurídicas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e
Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples).
§ 3º As retenções de que trata o caput serão efetuadas sem prejuízo da
retenção do imposto de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquotas
especificas previstas na legislação do imposto de renda.
§ 4º Para os fins previstos neste artigo, compreendem-se como serviços
profissionais aqueles de que trata o artigo 647 do Decreto nº 3.000, de 26 de
março de 1999 - Regulamento do Imposto de Renda (RIR, de 1999).
Art. 2º O valor da CSLL, da
Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep, de que trata o art. 1º, será
determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual
total de 4,65%, (quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento),
correspondente à soma das alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e
0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), respectivamente, e recolhido
mediante o código de arrecadação 5952.
§ 1º As alíquotas 3,0% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos
por cento) aplicam-se inclusive na hipótese de as receitas da prestadora do
serviço estarem sujeitas ao regime de não-cumulatividade da Cofins e da
Contribuição para o PIS/Pasep ou aos regimes de alíquotas diferenciadas.
§ 2º No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção ou de alíquota zero,
na forma da legislação específica, de uma ou mais contribuições de que trata
este artigo, a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica,
referida no caput, correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção
ou pela alíquota zero, e o recolhimento será efetuado mediante os códigos
específicos de que trata o art. 7º desta Instrução Normativa.
Art. 3º A retenção de que trata
o art. 1º não será exigida na hipótese de pagamentos efetuados a:
I - Itaipu Binacional;
II - empresas estrangeiras de transporte de cargas ou passageiros;
III - pessoas jurídicas optantes pelo Simples.
Parágrafo único. A retenção da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep não
será exigida, cabendo, somente, a retenção da CSLL nos pagamentos:
I - a título de transporte internacional de cargas ou de passageiros efetuado
por empresas nacionais;
II - aos estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação,
modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas
no Registro Especial Brasileiro (REB), instituído pela Lei nº 9.432, de 8 de
janeiro de 1997.
Art. 4º Os valores retidos na
forma desta Instrução Normativa deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional, de
forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica que efetuar a
retenção, até o terceiro dia útil da semana subseqüente àquela em que tiver
ocorrido o pagamento à pessoa jurídica prestadora do serviço.
Parágrafo único. Se o valor retido for inferior a R$ 10,00 (dez reais), o seu
recolhimento só será efetuado quando, adicionado a retenções subseqüentes,
totalizar valor igual ou superior a R$ 10,00 (dez reais), exceto na hipótese de
Darf eletrônico, em que o recolhimento será efetuado independentemente do valor.
Art. 5º Os valores retidos na
forma desta Instrução Normativa serão considerados como antecipação do que for
devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação às respectivas
contribuições.
§ 1º Os valores retidos na forma desta Instrução Normativa poderão ser
compensados, pelo contribuinte, com o imposto e contribuições de mesma espécie,
devidos relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção.
§ 2º O valor a ser compensado, correspondente a cada espécie de contribuição,
será determinado pelo próprio contribuinte mediante a aplicação, sobre o valor
da fatura, das alíquotas respectivas às retenções efetuadas.
Cartões de
Crédito
Art. 6º Nos pagamentos
correspondentes a prestação de serviços efetuados por intermédio de cartões de
crédito, a retenção será feita sobre o total a ser pago a cada empresa
prestadora do serviço.
§ 1º Da fatura ou documento de cobrança apresentada à pessoa jurídica
pagadora deverão constar: nome, valor a ser pago e número de inscrição no
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa prestadora do serviço.
§ 2º A indicação do número de inscrição no CNPJ da empresa prestadora do
serviço poderá ser efetuada em documento distinto do documento de cobrança.
Pagamentos Efetuados Eletronicamente
Art. 7º As faturas, boletos
bancários ou quaisquer outros documentos de cobrança que contenham código de
barras deverão destacar em campo próprio os valores sujeitos à retenção de que
trata esta Instrução Normativa.
Pessoa Jurídica
Amparada por Medida Judicial
Art. 8º No caso de pessoa
jurídica amparada pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nas
hipóteses a que se referem os incisos II, IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de
25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), ou por sentença
judicial transitada em julgado, determinando a suspensão do pagamento de
qualquer das contribuições referidas nesta Instrução Normativa, a pessoa
jurídica que efetuar o pagamento deverá calcular, individualmente, os valores
das contribuições considerados devidos, aplicando as alíquotas correspondentes,
relacionadas no caput do art. 2º, e efetuar o recolhimento em Darf distintos
para cada um deles, utilizando-se os seguintes códigos de arrecadação:
I - 5987 - no caso de CSLL;
II - 5960 - no caso de Cofins;
III - 5979 - no caso de PIS/Pasep .
Parágrafo único. Ocorrendo qualquer das situações previstas neste artigo, o
beneficiário do rendimento deverá apresentar à fonte pagadora, a cada pagamento,
a comprovação de que a não retenção continua amparada por medida judicial.
Art. 9º Ficam obrigadas a
efetuar as retenções na fonte do imposto de renda, da CSLL, da Cofins e da
Contribuição para o PIS/Pasep, a que se refere o art. 64 da Lei nº 9.430, de 27
de dezembro de 1996, as seguintes entidades da administração pública federal:
I - empresas públicas;
II - sociedades de economia mista; e
III - demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto, e que dela recebam recursos do
Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e
financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Financeira
do Governo Federal (Siafi).
Parágrafo único. Aplicam-se às retenções de que trata este artigo as
disposições da Instrução Normativa SRF nº 306 de 12 de março de 2003.
Disposições Gerais
Art. 10. Para efeito do disposto
no art. 3º, inciso III, a pessoa jurídica optante pelo Simples deverá
apresentar, a cada pagamento, à pessoa jurídica que efetuar a retenção,
declaração, na forma do Anexo I, em duas vias, assinadas pelo seu representante
legal.
Parágrafo único. A pessoa jurídica responsável pela retenção arquivará a 1ª
via da declaração, que ficará à disposição da Secretaria da Receita Federal
(SRF), devendo a 2ª via ser devolvida ao interessado, como recibo.
Art. 11. As pessoas jurídicas de
que trata o art. 1º, que efetuarem a retenção deverão fornecer, à pessoa
jurídica beneficiária do pagamento, comprovante anual da retenção, até o dia 28
de fevereiro do ano subseqüente, informando, relativamente a cada mês em que
houver sido efetuado o pagamento, conforme modelo constante do Anexo II:
I - o código de retenção;
II - a natureza do rendimento;
III - o valor pago antes de efetuada a retenção;
IV - o valor retido.
§ 1º O comprovante anual de que trata este artigo poderá ser disponibilizado,
à pessoa jurídica beneficiária do pagamento, que possua endereço eletrônico, por
meio da Internet.
§ 2º Anualmente, até o dia 28 de fevereiro do ano subseqüente, as pessoas
jurídicas que efetuarem a retenção de que trata esta Instrução Normativa deverão
apresentar à SRF Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), nela
discriminando, mensalmente, o somatório dos valores pagos e o total retido, por
contribuinte e por código de recolhimento.
Art. 12. Esta Instrução
Normativa entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir
de 1º de fevereiro de 2004.
JORGE ANTONIO DEHER RACHID
ANEXO
I
DECLARAÇÃO
Ilmo. Sr.
(pessoa jurídica pagadora)
(Nome da empresa), com sede (endereço completo), inscrita no CNPJ sob o
nº.... DECLARA à (nome da pessoa jurídica pagadora), para fins de não incidência
na fonte do da CSLL, da Cofins, e da contribuição para o PIS/Pasep, a que se
refere o art. 30 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que é regularmente
inscrita no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), nos termos da Lei nº
9.317, de 05 de dezembro de 1996.
Para esse efeito, a declarante informa que:
I - preenche os seguintes requisitos:
a)conserva em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da
emissão, os documentos que comprovam a origem de suas receitas e a efetivação de
suas despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que
venham a modificar sua situação patrimonial;
b) apresenta anualmente Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa
Jurídica (DIPJ), em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita
Federal;
II - o signatário é representante legal desta empresa, assumindo o
compromisso de informar à Secretaria da Receita Federal e à pessoa jurídica
pagadora, imediatamente, eventual desenquadramento da presente situação e está
ciente de que a falsidade na prestação destas informações, sem prejuízo do
disposto no art. 32 da Lei nº 9.430, de 1996, o sujeitará, juntamente com as
demais pessoas que para ela concorrem, às penalidades previstas na legislação
criminal e tributária, relativas à falsidade ideológica (art. 299 do Código
Penal) e ao crime contra a ordem tributária (art. 1º da Lei nº 8.137, de 27 de
dezembro de 1990).
Local e data(...)
Assinatura do Responsável
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